Como multiplicar por cinco o lucro líquido de uma empresa?

Paul ONeill respondeu essa pergunta com uma única palavra: segurança! Em 1987, quando assumiu a presidência da Alcoa, uma das maiores fabricantes de alumínio do mundo, traçou como meta torná-la a empresa mais segura dos Estados Unidos. Como descreveu o autor Charles Duhigg em “O poder do hábito”, desde o seu discurso de posse, O’Neill deixou claro que garantir a segurança dos trabalhadores seria a sua prioridade: “Todo ano, vários funcionários da Alcoa sofrem ferimentos tão graves que perdem um dia de trabalho. Nosso histórico de segurança é melhor do que a média da mão de obra americana, principalmente levando em conta que nossos empregados trabalham com metais a 1.500 graus e máquinas capazes de arrancar o braço de um homem. Mas ainda não é suficiente. Minha meta é índice zero de acidentes”.

Diante de questionamentos de investidores e analistas de mercado, o novo presidente afirmou que o caminho para melhorar os indicadores econômicos da empresa passaria, obrigatoriamente, pelos índices de acidentes: “A segurança será um indicador de que estamos fazendo um avanço em mudar nossos hábitos em todo o âmbito da instituição”.

Até então, as usinas da Alcoa tinham no mínimo um acidente por semana. Quando assumiu, a empresa passava por dificuldades, a qualidade dos seus produtos era insatisfatória e seus funcionários, considerados ineficientes, estavam em greve. Com a decisão estratégica de reduzir os acidentes, o executivo conseguiu alinhar os interesses dos sindicatos, dos trabalhadores, dos investidores, da direção… enfim, de todos.

Mudança de cultura na empresa

Ao criar uma cultura de acidente zero, O’Neill promoveu a mudança mais radical da história da empresa. Uma mudança profunda na gestão, na eficiência e nos resultados. Para entender porque os acidentes aconteciam, seria preciso rever todo o processo de fabricação. Cada vez que alguém se acidentasse, o presidente da unidade seria obrigado a reportar o acidente para O’Neill no prazo de 24 horas junto com um plano que garantisse que aquele acidente nunca mais aconteceria. Um detalhe: apenas executivos de unidades seguras seriam promovidos.

Segurança melhorou resultados

O’Neill nunca prometeu que seu foco na segurança elevaria os lucros da Alcoa. Mas foi exatamente o que aconteceu. No ano 2000, quando se aposentou, deixou uma empresa com faturamento líquido cinco vezes maior do que antes da sua gestão. O mais interessante é verificar que ele conseguiu mudar a cultura da empresa e impactar seus resultados por muitos e muitos anos. Em 2010, 82% das usinas da Alcoa não perderam um único dia de trabalho de um empregado devido a ferimentos. O que se fala é que hoje há mais chances de um funcionário se ferir numa empresa de tecnologia ou até de contabilidade do que lidando com alumínio fundido a 1500 graus centígrados.

Avaliar riscos, investir em prevenção e aprimorar a segurança

A RHMED|RHVIDA comunga da filosofia de O’Neil e acredita que só há empresa próspera e longeva no mercado com colaboradores felizes e saudáveis. Para ajudar nossos clientes de diferentes áreas – varejo, mineração, óleo e gás, infraestrutura etc. – a alcançarem um novo patamar de segurança, disponibilizamos variado leque de serviços voltados a gestão e cumprimentos de requisitos legais em segurança e saúde no trabalho. Reúne uma equipe multidisciplinar de engenheiros de segurança técnicos e profissionais de saúde ocupacional.

A preparação, a implantação e o gerenciamento de programas de engenharia e segurança do trabalho são feitos pela RHMED|RHVIDA depois de análise minuciosa das áreas mais sensíveis da empresa, da expectativa e necessidades de seus colaboradores e uma série de outras questões fundamentais para o planejamento de novos procedimentos capazes de evitar acidentes e tornar o ambiente de trabalho mais saudável e produtivo