Vamos falar de imunização?

Os meses de abril e maio foram especialmente importantes para o calendário de vacinação no país, com campanhas contra sarampo e gripe. Referência mundial em imunização, o Brasil desceu alguns degraus em seu patamar de excelência, pondo em risco não só a população infantil – principal público-alvo da maior parte das campanhas – como adultos e idosos. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2018, houve uma queda média de 20% nos índices de vacinação.

Mas, afinal, o que está provocando esse retrocesso nos dados da saúde pública?

A resposta é simples: desinformação. Vivemos tempos de fake news, em que notícias falsas se espalham em tempo real, sem controle, levando medo à parte da população. Campanhas oficiais não conseguem contra-atacar com a mesma velocidade e eficácia, criando hiatos nos quais crescem teorias alarmantes e infundadas. Efeitos colaterais desastrosos e uma série de outras teses sem qualquer fundamento ganham peso nas redes sociais, enfraquecendo as campanhas institucionais de imunização pelo Brasil afora.

Empresas têm responsabilidade social

A RHMED|RHVIDA tem mostrado a seus clientes a importância de falar e promover a saúde no ambiente de trabalho. Defendemos que as organizações, independentemente do porte e do número de funcionários, discutam assuntos ligados ao tema, com informação objetiva e transparente. É importante observar a área de atuação e priorizar quais vacinas são mais importantes para o corpo de funcionários.

Para as empresas, é imprescindível manter colaboradores bem informados sobre prevenção e formas de contágio de diferentes doenças. E a adesão às campanhas de vacinação é parte fundamental desse compromisso. Os benefícios são inestimáveis. No ambiente de trabalho, por exemplo, evita-se a gripe, uma das principais causas de afastamento do trabalho. Evita-se também que o vírus circule, contaminando outros funcionários e reduzindo a produtividade. No campo macro, presta-se um grande serviço à sociedade, reduzindo contágio e proliferação do número de casos e, até mesmo, óbitos no Brasil. A gripe é de fácil disseminação em ambientes fechados e capaz de causar quadros extremamente graves, sobretudo em pessoas de risco como gestantes, idosos e adultos portadores de doenças crônicas.

RHMED|RHVIDA defende esclarecimento permanente

Quando levamos informação correta e segura aos colaboradores estamos contribuindo para que, automaticamente, eles se transformem em multiplicadores dessas informações. Tanto no ambiente de trabalho quanto no seu círculo familiar e de amigos. É a melhor forma de combater fake news e colaborar para o crescimento dos índices de imunização. É uma forma também de a empresa evidenciar que a saúde de seus funcionários é importante, assim como ratificar seu compromisso com a responsabilidade social.

Além da informação, é importante que as organizações facilitem ao máximo o acesso de seus colaboradores à vacinação, promovendo campanhas de imunização na própria corporação ou liberando horas da jornada de trabalho para que ele possa comparecer – ou mesmo levar seus filhos – a postos de vacinação. É importante também estar atento às necessidades de cada empresa, para priorizar a carteira de vacinação, prevenindo assim doenças relacionadas diretamente às condições e ao ambiente de trabalho.

Imunização: Importante ficar atento à carteira de vacinação

O que é vacina?

A vacina desperta a chamada memória imunológica, que é a produção antecipada de anticorpos que reconhecerão o invasor e partirão para a defesa do organismo. A resposta rápida e eficaz à infecção previne diversas doenças, como gripe, sarampo, tuberculose, hepatite e rubéola. As vacinas são necessárias em diferentes fases da vida e é importante estar sempre atento às campanhas de imunização. Cuidar bem da carteira de vacinação também é importante.

Com a carteira de vacinação em dia

Para adultos com esquema completo de SCR, não há evidências que justifiquem uma terceira dose como rotina, podendo ser considerada em situações de surto de caxumba e risco para a doença. Quem perdeu a caderneta e não lembra se já está imunizado pode, quase sempre, repetir a dose, sem riscos à saúde. De qualquer forma, o ideal é consultar previamente um médico ou fazer um exame de sangue para confirmar se há necessidade ou não de se vacinar.

Em relação à vacinação de profissionais lotados em serviços de saúde, deve-se considerar a vacina da coqueluche, especialmente indicada para profissionais da neonatologia, pediatria e os que lidam com pacientes pneumopatas; a vacina hepatite A está especialmente indicada para profissionais da lavanderia, da cozinha e manipuladores de alimentos; as vacinas meningocócicas ACWY e B estão indicadas para profissionais da saúde da bacteriologia e que trabalham em serviços de emergência, que viajam muito e exercem ajuda humanitária/situações de catástrofes; a vacina varicela está indicada para todos os suscetíveis.

Vacinas

– Hepatite B: São três doses. A segunda dose deve ser tomada um mês após a primeira e a terceira, seis meses após a segunda. É contraindicada para pessoas com baixa imunidade.

– Tríplice viral (SRC): Protege contra sarampo, caxumba e rubéola. São duas doses na infância, em crianças acima de 1 ano de idade. O Ministério da Saúde anunciou para junho uma campanha nacional de vacinação para frear o aumento de número de casos da doença no país. Além da campanha, o órgão recomenda a vacinação de rotina contra o sarampo para todas as crianças a partir dos 12 meses. Na rede pública, a aplicação é dividida em duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo-caxumba-rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (sarampo-caxumba-rubéola-varicela). Dos 5 até os 29 anos, são indicadas duas doses, com intervalo de 30 dias. Já dos 30 até os 49 anos, uma dose é suficiente.

A vacina é contraindicada para menores de 6 meses, pacientes imunodeprimidos e gestantes. Recomenda-se também que a mulher espere 30 dias após a vacina para engravidar, devendo fazer uso de métodos contraceptivos nesse período. Pacientes que precisarão fazer uso de drogas imunossupressoras devem aguardar pelo menos um mês após a vacinação para início do tratamento. Já aqueles que estão fazendo uso de drogas imunossupressoras não podem receber a vacina e devem discutir com o seu médico o período indicado. A imunização contra o sarampo é contraindicada para Indivíduos alérgicos a qualquer componente da vacina, inclusive o ovo.

– Dupla adulto (dt): Protege contra difteria e tétano. Recomenda-se a imunização a cada dez anos, por toda a vida. Pacientes que apresentam febre ou infecção tetânica não podem tomar a vacina.

– Febre amarela: Em casos de dose completa, a recomendação da Anvisa foi alterada em 2017, em que a proteção passa a ser permanente, com instrução da troca do certificado de vacinação internacional, com o novo critério. É indicada, prioritariamente, para quem reside ou vai viajar a lugares onde o risco da doença é alto. É contraindicada para as gestantes ou mulheres em fase de amamentação, pessoas com baixa imunidade ou que apresentem quadro infeccioso, indivíduos com histórico de reações anafiláticas a ovos de galinha e seus derivados, gelatina, eritromicina e canamicina. É contraindicada também para pessoas com história de doenças do timo, como miastenia gravis, timoma ou timectomia.

– Gripe: As cepas de vírus são atualizadas anualmente e, para a perfeita e correta imunização, recomenda-se nova dose todos os anos, preferencialmente nos meses de abril a maio, para garantia de tempo mínimo de resposta imunológica antes do período de maior incidência da doença, inverno.